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No Potássio existe um isótopo natural radioativo, o Potássio-40.
O objetivo desse blog é descrever experimentos para detectar a fraca radioatividade do Potássio, usando métodos relativamente simples.

Mas, não me restringi apenas a esse assunto.

Atualmente, estão descritas três formas para detectar essa radioatividade, usando:

- Filmes para radiografias dos dentes.
- Câmara de ionização.
- Diodos PIN.
Ao longo dos experimentos com o Potássio, percebi que podia, usando a câmara de ionização, detectar também a radioatividade do granito.
O granito é radioativo porque além o Potássio tem pequenas quantidades de Urânio e Tório.
Acontece que um dos produtos da desintegração do Urânio e o Tório é o Radônio.
O Radônio é um gás radioativo que se desprende pela porosidade do granito e vai para a atmosfera.

Então, estou desenvolvendo técnicas também para detectar a presença do Radônio nos ambientes.
Para tanto montei um contador Geiger-Müller modificado.
Esse contador totaliza os pulsos em vez de mostrar o valor em CPM ou µSv/h diretamente num display.

O Potássio-40 é mais radioativo que o Urânio e o Tório puros.
Porém no geral, os minérios de Urânio e Tório são mais radioativos por conta dos elementos de decaimento.

Atividade específica:

K-40 = 262000 Bq/g
U-238 = 12348 Bq/g
Th-232 = 4057 Bq/g
Uma pessoa de 70kg tem ~ 140 gramas de Potássio no corpo que produzem, por conta do K-40, ~ 4500 desintegrações por segundo.
Poderíamos pensar que ele, o K-40, poderia ser muito perigoso para o nosso organismo.
No entanto, a quantidade do isótopo K-40 presente no Potássio é muito pequena (0,0118% ou 118 ppm), além de não emitir partículas Alfa, que são as mais perigosas quando geradas no interior do corpo.
Além disso, o K-40 não produz filhos radioativos como acontece com o Urânio e o Tório.

Espero que este blog inspire você a fazer e também a criar experimentos reveladores nas mais diversas áreas do conhecimento.

                                                 Léo Corradini

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