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Mostrando postagens de Maio, 2018

Radioatividade da Camisa de Lampião

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O objetivo deste primeiro ensaio e verificar se a camisa de lampião, encontrada no comércio, é radioativa.

Escrito e desenvolvido por Léo Corradini




A camisa de lampião é um dispositivo para a geração de luz branca brilhante quando aquecida por uma chama. 




Antigamente era comum encontrar essa peça aditivada com óxido de tório além de óxidos de terras raras.

Usei o detector para baixos níveis de radioatividade.




Procedimento:

Enrolei duas camisas de lampião sobre a válvula Geiger para aumentar a sensibilidade do ensaio.




- Camisa de lampião

Resultou 27095 contagens em 1440 minutos -> 18,82 CPM 




- Radiação de fundo

Resultou 27959 contagens em 1440 minutos -> 21,33 CPM

Conclusão:

Não foi observado radioatividade extra na camisa.

Neste ensaio, também ocorreu o que eu costumo chamar de efeito blindagem.

O efeito blindagem ocontece quando colocamos um material muito pouco radioativo sobre ou próximo da válvula Geiger. 
Os valores medidos tendem para números mais baixos que os da radiação…

Radioatividade do granito da cozinha

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Radioatividade do granito da pia da cozinha (Cinza Corumba) usando o contador Geiger clássico. 

Escrito e desenvolvido por Léo Corradini










Radiação de fundo típica longe do granito é 20CPM.




Testei vários tipos de granitos e descobri que os avermelhados são mais radioativos que os mais escuros.




Das amostras, o campeão é o Dourado Carioca.

Veja também:
Contador Geiger Clássico
https://potassio-40.blogspot.com.br/2018/03/contador-geiger-classico.html

Dispersão do Radônio na cozinha

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O objetivo deste primeiro ensaio é determinar se a poeira próxima do chão da cozinha é mais radioativa que ao nível da mesa.



Teoria do ensaio:

A poeira da cozinha é mais radioativa, e o responsável por essa radioatividade extra é o granito da pia. 
Os granitos têm em sua composição, além do Potássio (1), traços de Urânio e Tório, bem como seus filhos, que os tornam radioativos.

A poeira fica radioativa porque um dos filhos do Urânio e do Tório é o gás radioativo Radônio.
Em particular o Radônio-222 gerado pelo Urânio por ser monoatômico, nobre e ter meia vida relativamente longa (3,8 dias), tem tempo para escapar pela porosidade natural do granito e contaminar a ar.

Na verdade não é o Radônio que contamina, quem contaminam  são os filhos dele.
Acontece dessa forma, quando o gás Radônio se desintegra emite uma partícula Alfa e transforma-se em Polônio-218.
O Polônio-218 por conta da perda de dois prótons e dois nêutrons (um núcleo de Hélio) fica momentaneamente carregado eletrica…

Poeira Radioativa

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O objetivo deste ensaio foi medir a radioatividade na poeira do ar da cozinha e comparar com a de outros ambientes domésticos.

Escrito e desenvolvido por Léo Corradini

Depois de vários ensaios verifiquei que a cozinha é o ambiente mais radioativo aqui em casa.
E o responsável por essa radioatividade extra é o granito da pia.

Teoria do ensaio:

Os granitos têm em sua composição, além do Potássio (1), traços de Urânio e Tório, bem como seus filhos, que os tornam radioativos.

A poeira fica radioativa porque um dos filhos do Urânio e do Tório é o gás radioativo Radônio.
Em particular o Radônio-222 gerado pelo Urânio por ser monoatômico, nobre e ter meia vida relativamente longa (3,8 dias), tem tempo para escapar pela porosidade natural do granito e contaminar a ar.

Na verdade não é o Radônio que contamina, quem contaminam  são os filhos dele.
Acontece dessa forma, quando o gás Radônio se desintegra emite uma partícula Alfa e transforma-se em Polônio-218.
O Polônio-218 por conta da per…

Placa de ensaio para o ICL7107

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Na década de 1970 a Intersil lançou no mercado o que viria a ser um dos maiores sucessos em matéria de conversor analógico digital com interface para LED ou LCD.

Escrito e desenvolvido por Léo Corradini

Trata-se dos lendários ICL7107 (para LED) e ICL7106 (para LCD).



                    Exemplar produzido na semana 39 de 1977

Na época, eles ainda não eram comuns em nosso mercado, então escrevi para a Intersil e solicitei algumas amostras.
Na sequência, montei uma placa de desenvolvimento para o ICL7107 que é um misto de montagem aranha e PCI padrão fixada sobre uma chapa de alumínio.




Basicamente, é um voltímetro de 3½ dígitos alimentado por 9V (regulado em 5v) com um gerador de tensão negativa integrado com as seguintes funções:

- Divisor de tensão para entradas DC e AC até +/-200,0 mV, +/-2,000 V, +/-20,00 V e +/-200,0 V.
- Termômetro para a faixa de -25,0 a 105,0°C
- Padrão de tensão de 100,0 mV para calibração do conjunto.
- Indicador de bateria baixa.
- Slot para circuitos exper…

Radioatividade da Válvula de Raios-x

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O objetivo deste ensaio é detectar radioatividade em um tubo de raios X usado para radiografias em odontologia.

Escrito e desenvolvido por Léo Corradini

O óxido de tório pode ser usado nos filamentos dos tubos de raios X para melhorar a emissão de elétrons. Usei o contador Geiger com um totalizador de pulsos que permite medir valores baixos de radioatividade porque podemos fazer medidas de longa duração. Esse contador é constituído por uma válvula Geiger-Müller modelo LND712 com janela de mica que é sensível também às partículas Alfa.
A eletrônica do contador gera os 500V necessários para polarizar a válvula Geiger, ela também tem um condicionador de pulsos que são totalizados por um contador de 6 dígitos, tudo alimentado por 4,5V e com um baixo consumo de 3,5mA. Fiz dois ensaios de longa duração.
O primeiro ensaio foi para medir a radiação de fundo. No ensaio da radiação de fundo, nada foi colocado na frente da janela da válvula Geiger.
Esse ensaio teve duração de 1804 minutos, …