#003 - Potássio-40 - Filme Fotográfico

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O objetivo desta postagem é mostrar o primeiro ensaio para detectar 
a radioatividade do Potássio usando filme fotográfico.

 Escrito e desenvolvido por Léo Corradini

No Potássio existe cerca de 0,0118 % de um isótopo radioativo natural, o Potássio-40, sua meia vida é 1,26 bilhões de anos.
Um grama de Potássio produz aprox. 30 desintegrações por segundo.
Sendo 89,3% emissão de partículas Beta resultando em Cálcio-40 e 10,7% de emissão de radiação Gama resultando em Argônio-40.
Uma pessoa de 70kg tem aprox. 140 gramas de Potássio no corpo que produzem, por conta do K-40, aprox. 4500 desintegrações por segundo.
 
Procedimento:
 
Como fonte de radiação usei 300g de Cloreto de Potássio.
Para detectar essa fraca radiação usei filmes para radiografias dos dentes.
Esse tipo de filme vem montado em um envelope de plástico com uma lingueta para facilitar a sua remoção no momento da revelação.
O conjunto tem 45 mm por 33 mm e 1,5 mm de espessura.
 
Dentro existe um "sanduíche" composto da seguinte forma:
 
Primeira camada - Plástico do envelope.
Segunda camada - Papel preto.
Terceira camada - Filme radiográfico.
Quarta camada - Papel preto.
Quinta camada - Folha de Chumbo.
Sexta camada - Plástico branco do envelope com a lingueta.
 
Assim, em função da blindagem de Chumbo, esse conjunto é mais sensível à radiação em uma das faces.
No centro da face mais sensível colei com fita adesiva um pequeno quadrado de Chumbo retirado de outro envelope.
 
A finalidade desse pedaço de chumbo foi criar uma sombra na impressão do filme.
 Assim, é possível avaliar o grau de deterioração natural da emulsão do filme por causa do longo tempo de ensaio.
 
Os envelopes com os filmes foram montados sobre uma caixa de plástico com o Cloreto de Potássio que foram retirados e revelados usando revelador e fixador próprios para esse tipo de filme em intervalos de um ano.

Dois envelopes com as placas de Chumbo.
 

Dois filmes revelados com um intervalo de um ano cada.
Podemos observar claramente as sombras causadas pelo Chumbo e até mesmo a fita adesiva bloqueando a radiação.


Neste ensaio, com um ano de exposição, a placa de Chumbo foi dobrada na metade superior.
Pode-se ver que a radiação atravessou mais na metade inferior como era esperado.
 
 
 
Conclusão:
 
É possível detectar a radioatividade do potássio usando filmes fotográficos para a radiografia dos dentes.
Em função da fraca radiação emitida, foi necessário um tempo de exposição bem grande.
 
Veja também:
 






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