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Mostrando postagens de Novembro, 2017

#038 - Chumbo na fumaça

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O objetivo deste ensaio é tentar detectar chumbo na fumaça produzida pelo fluxo de solda no momento da fusão.   Escrito e desenvolvido por Léo Corradini      Acredito que muitos de nós que fazemos com alguma frequência montagens de dispositivos eletrônicos já tivemos a preocupação com a fumaça gerada pelo contato do soldador com a solda que usa o chumbo em sua liga. Teoria: O fluxo, que é colocado no núcleo das ligas de solda de estanho/chumbo, facilita a soldagem porque retira a camada de óxido dos metais que serão unidos. Então, é possível que algum Óxido de Chumbo seja carregado na fumaça. Existem basicamente dois tipos de fluxo que são colocados no interior da liga de solda, o breu e o chamado fluxo "no-clean".   O breu é, certamente, o mais tradicional fluxo para soldagem de componentes eletrônicos. Ele é composto principalmente pelo Ácido Abiético com ponto de fusão de 172°C que é muito estável e tem boa isolação elétrica em baixa temperatura.  Porém, em te

#037 - A radioatividade do Granito

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                       Índice do Blog O objetivo desta postagem é mostrar o ensaio da radioatividade de várias amostras de granito. Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Quando eu estava fazendo ensaios com a radioatividade do potássio, usando a câmara de ionização, notei que o granito da pia da cozinha (Cinza Corumbá) era quase tão radioativo quanto uma amostra de cloreto de potássio. O experimento deveria indicar um valor menor porque o granito tem somente cerca de 5% de potássio, o cloreto de potássio tem 52,4 %.                 Amostra de granito Cinza Corumbá Então, decidi montar um contador Geiger (1) com totalizador e pesquisar também a radioatividade de vários tipos de granito.  O contador Geiger com totalizador permite fazer medidas mais precisas que a câmara de ionização. O contador Geiger que projetei usa uma válvula Geiger-Müller com janela de mica que é sensível às radiações Alfa, Beta e Gama e também aos Múons produzidos na alta atmosfera. Assim,

#036 - Categorização CAT

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                                          Índice do Blog O objetivo desta postagem é apresentar a categorização CAT   Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Não faça isso em casa ! É comum encontrar à venda multímetros digitais chineses por R$20,00 até mesmo em supermercados. Aqui vai um alerta, eles podem ser muito perigosos! Nunca use esses aparelhos para fazer medições na rede elétrica seja ela de 127Vca ou, muito menos, na rede de 220Vca.  Apesar de no corpo do aparelho estar categorizado para operação CAT II, ou seja, como sendo seguro para medições em redes elétricas domésticas internas, ele não tem a qualidade necessária para fazer esse tipo medida com segurança. O que pode acontecer é a quebra da isolação das pontas de prova, pela baixa qualidade dos materiais usados, e colocar a pessoa em contato direto com a rede elétrica causando um choque que pode ser fatal. Uma das pontas de prova desmontou ao ser retirada da tomada!  No vídeo, a Ana Maria Braga

#035 - Análise semiquantitativa do iodo no sal comum

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                                        Índice do Blog O objetivo deste ensaio é quantificar o iodo aditivado no sal comum.   Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Atualmente a legislação estabelece a faixa de 15 a 45mg de iodo por quilo de sal na forma de Iodato de Potássio. Foram analisadas cinco amostras de sal comum. Teoria do ensaio: O íon iodato usado como aditivo de iodo no sal reage com o íon iodeto em meio ácido produzindo iodo livre. (IO³-) + (5I-)  + (6H+) = 3I2 + 3H²O Para aumentar a sensibilidade do ensaio usei uma solução de amido solúvel que se tinge de roxo quando em contato com o iodo livre. Reagentes usados: - Solução padrão de referência com 0,333mg de Iodato de Potássio em 100mL de água destilada. - Solução com 3g de Iodeto de potássio em 30mL de água destilada. - Solução com 3mL de Ácido Clorídrico em 27mL de água destilada. - Solução de Amido Solúvel 0,5%. Amostras: - Cada solução de amostra contém 200mg de sal comum iodad

#034 - Índice do Blog

- Apresentação do Blog - Por que o nome do blog é Potássio-40 ? - Radioatividade da Argila - Voltímetro para alta tensão - Vitamina C na Nêspera - Radioatividade do Leite em pó integral - Coesor de Branly - Prateação por contato - Gamagrafia do SD Card #1 - Ouro dos conectores - Fluxo para solda #1 - Kit de Química da Lebon - Sensor de efeito Hall experimental - Liga eutética de Estanho e Chumbo -  Gilbert U-238 Atomic Energy Lab - Magnetômetro - Sultato no Sal Rosa - Detectando Radioatividade com Amplificador Operacional JFET - Radioatividade do filamento da Magnétron #2 - Cloud Chamber #1   - Radioatividade do adubo de Potássio - Kit de Química da Guaporé - Câmara de Ionização #2 - Pilha de Gravidade #3 - Padrão de Tensão #1 - Radioatividade na tela do Smartphone #3 - Detectando a radiação Gama do Amerício-241 com o fotodiodo BPW34 - Radioatividade na tela do Smartphone #2 - Transistor de Germânio AF126 - Zinco nos Alimentos - Vitamina C no Umbu -

#033 - Protótipo de uma pilha de gravidade

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Índice do Blog A pilha voltaica, com ânodo de zinco e cátodo de cobre, é uma forma engenhosa de produzir uma corrente elétrica a partir de um fenômeno que ocorre espontaneamente.   Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Ou seja, quando o zinco metálico é colocado em uma solução onde existem íons de cobre acontece a chamada redução dos íons de cobre e a oxidação do zinco metálico. Em outras palavras, os íons de cobre recebem elétrons e transformam-se em cobre metálico e o zinco metálico perde elétrons e transforma-se em íons de zinco. O que observamos visualmente é a superfície do zinco metálico cobrir-se com uma camada avermelhada de cobre metálico e a solução perder a bonita cor azulada. Só que não podemos aproveitar esse fluxo de elétrons porque ele ocorre na superfície do zinco. Então foi criada a pilha voltaica, que é uma forma de aproveitar esse fluxo de elétrons. Isso é feito separando-se o zinco do contato direto com os íons de cobre. O zinco metálic