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#199 - Radônio da Ardósia

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O objetivo desta postagem é mostrar a técnica para detectar a emissão de radônio por pequenas amostras de rochas radioativas. Este ensaio será da Ardósia.   Escrito e desenvolvido por Léo Corradini   Teoria do ensaio: A ardósia contém pequenas quantidades de potássio, tório e urânio que a torna radioativa. O urânio, em particular, produz em sua cadeia de desintegração um gás também radioativo chamado Radônio. O Radônio tem meia vida relativamente longa (3,8dias) que favorece a sua saída pela eventual porosidade dessa rocha. O princípio de funcionamento deste ensaio está baseada em dois fenômenos que foram observados ao longo dos vários ensaios já mostrados neste blog. O primeiro fenômeno é a produção de uma poeira radioativa produzida pela conversão do Radônio-222 em Polônio-218 que vai depositar-se nas proximidades da rocha emissora do gás. O segundo fenômeno está relacionado com a polaridade da alta tensão aplicada na válvula Geiger-Müller (SBM-20) usada nas medições. No ensaio da ra

#198 - Ozônio

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  O objetivo desta postagem é mostrar o projeto de um gerador de Ozônio experimental e sugerir uma forma de detectá-lo usando um reagente. Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Componentes do gerador de Ozônio: - Bombinha de ar - Fonte de alta tensão - Célula de Ozônio - Secador de ar - Reagente detector O ar é bombeado e passa pelo secador com grânulos de Cloreto de Cálcio que retira a umidade, em seguida vai para a célula de Ozônio e finalmente é borbulhado na solução com o reagente indicador. Princípio de Funcionamento: Neste protótipo, o Ozônio é produzido passando o ar através de uma descarga de alta tensão.    A descarga de alta tensão produz o efeito corona que quebra as moléculas de oxigênio, produzindo o oxigênio monoatômico que é muito reativo e vai reagir com outras moléculas de oxigênio gerando moléculas triatômicas, ou seja, o Ozônio. Efeito corona é o fenômeno que ocorre quando temos eletrodos próximos polarizados com tensões relativamente altas, tipicamente acima de 7

#197 - Peróxido de Hidrogênio

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  O objetivo desta postagem é mostrar um a técnica para quantificar de forma comparativa o teor de peróxido de hidrogênio também conhecida como água oxigenada. Escrito e desenvolvido por Léo Corradini A ideia deste ensaio é comparar a concentração de peróxido de hidrogênio presente em soluções de água oxigenada 10 volumes compradas em farmácias. Teoria do ensaio: A técnica que escolhi para essa medida é a volumetria de óxido-redução em particular a titulação permanganométrica. Esse método é muito sensível, rápido e preciso que usa como principal reagente o permanganato e potássio. O permanganato de potássio é radioativo, quem acompanha este blog já desconfia deste fato. Mas, nesta postagem, vamos nos concentrar na capacidade desse reagente de mudar de cor em reações de óxido-redução. As soluções em água de permanganato de potássio têm uma belíssima cor violeta. Em meio ácido, o permanganato perde a cor violeta e fica incolor quando reagimos com o peróxido de hidrogênio. Segundo a equa

#196 - Tinta Medieval

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  O objetivo desta postagem é mostrar a fórmula de uma antiga tinta. Escrito e desenvolvido por Léo Corradini A fórmula proposta para esta tinta é composta por três substâncias: - Ácido Tânico - 5g em 30mL de água destilada - Sulfato Ferroso - 5g em 30mL de água destilada - Goma Arábica - 4g em 30mL de água destilada Depois de alguns testes, cheguei a seguinte proporção: Três partes da solução de ácido tânico para uma parte da solução de sulfato ferroso. Não usei a solução de goma arábica, mas ela pode ser acrescentada para aumentar a viscosidade da tinta. Usei uma pena esculpida em madeira que funcionou muito bem. O sulfato ferroso era conhecido na antiguidade como vitríolo verde. A reação do ácido tânico com o vitríolo verde forma o tanato ferroso que em contato com o oxigênio do ar transforma-se no tanato férrico que apresenta uma cor mais escura. A mancha da esquerda é mais recente que a da direita. Passadas algumas horas, as duas manchas estão com a cor mais escura do tanato férri

#195 - Sal Integral

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O objetivo desta postagem é mostrar o teste de detecção de radioatividade do sal integral. Escrito e desenvolvido por Léo Corradini   Conceituando: Vou chamar de sal integral aquele que possui todos os íons presentes originalmente na água do mar. Além desses principais, existem muitos outros em menor quantidade Temos quase toda a Tabela Periódica representada na água do mar ! Produzindo o sal integral: Não encontrei sal integral a venda no comércio, então extrai o sal de dois litros de água do mar usando uma panela de cerâmica. Depois de algumas horas de fervura, o sal estava seco e pronto para o experimento. Resultou aproximadamente 70g de sal que podemos chamar de integral porque tem quase tudo que está presente na água do mar.  O ensaio: Foram três ensaios usando o contador Geiger para baixos níveis de radioatividade; - Radiação de fundo - Radiação do sal integral (70g) - Radiação do sal comum de cozinha (70g) No ensaio de radiação de fundo, a válvula SBM-20 ficou no mesmo local dos