#067 - Potássio no Sal Rosa

                                        Índice do Blog

O objetivo deste ensaio é detectar a presença o íon potássio no sal rosa do Himalaia.


Escrito e desenvolvido por Léo Corradini



O potássio está presente na água do mar, então ele deve estar presente também no sal rosa e como contaminante no sal grosso e no sal comum.

Quantidade dos principais íons presentes na água do mar (mg/L):

Cloro.............18980 
Sódio.............10556
Sulfato............2649
Magnésio.........1262
Cálcio..............400
Potássio...........380


Nas salinas, os íons de cálcio, potássio, magnésio e sulfato separam-se do sal que cristalizou, dissolvidos na água que vai escorrendo embaixo dos montes de cristais.
Por serem mais solúveis ou estarem em menor concentração, acabam separando-se naturalmente no processo de cristalização do cloreto de sódio.


Ensaiei duas amostras de sal rosa, uma de sal grosso e uma de sal comum.
Mais dois ensaios de referência, um em branco com água destilada e uma solução com 50 ppm de íons de potássio.





Teoria do ensaio:

O reagente clássico para o potássio é o tetrafenilborato de sódio (TFBS) que reage em meio alcalino com o íon de potássio formando o tetrafenilborato de potássio insolúvel.

Dessa forma, a quantidade de precipitado (branco) é proporcional a quantidade de potássio presente na amostra.
Neste ensaio, a quantidade de precipitado será comparado apenas visualmente.

Reagentes usados:

- Solução com 300 mg de Tetrafenilborato de Sódio mais 200 mg de Hidróxido de Sódio em 30mL de água destilada que chamei de Reagente K.

- Solução padrão de Potássio com 11,4 mg de Cloreto de Potássio em 30mL de água destilada que corresponde a 1 ppm por gota em 10 mL de água.

Procedimento:

- Dissolvi um grama de cada amostra de sal em 10mL de água destilada, aguardei 24 horas para ocorrer a sedimentação da matéria insolúvel e filtrei as soluções.

Cada amostra e as referências receberam seis gotas do Reagente K.

A solução padrão de potássio recebeu cinquenta gotas e água perfazendo 10 mL, portanto ela possue 50 ppm de íons de potássio. 

As soluções foram agitadas e fotografadas para comparação visual.




Resultados:

Como esperado, o ensaio em branco com a água destilada não apresentou nenhum precipitado.
A solução com o padrão de potássio apresentou o precipitado típico do tetrafenilborato de potássio.

O sal comum apresentou a menor quantidade de potássio e as duas amostras de sal rosa apresentaram quantidades iguais entre si e maiores que a solução de referência padrão.
A amostra de sal grosso mostrou uma quantidade um pouco menor que a de referência.


Para a minha surpresa, a quantidade de potássio no sal comum foi menor em comparação com a do sal grosso.
Já suspeitava um resultado mais elevado para o sal rosa.
Provavelmente, esse sal não sofreu uma separação tão grande dos constituintes originais do mar que o originou. 

Fiz um teste adicional em duas amostras mais concentradas de sal rosa e sal grosso com o objetivo de verificar se o pH alto do Reagente K pode produzir um precipitado falso positivo.





Adicionei duas gotas de solução de hidróxido de potássio em cada amostra com um mL cada. 
Não ocorreu nenhum precipitado em função do pH alcalino.








Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

#042 - Radioatividade do filamento da Magnétron #1

#037 - A radioatividade do Granito

#034 - Índice do Blog

#023 - Joule Thief

#038 - Chumbo na fumaça

#046 - Kit de Química da John Adams

#052 - Impressora Jato de Tinta