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#183 - Indicador Ácido - Base com Amora

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  O objetivo desta postagem é mostrar um indicador ácido/base feito de amoras que pode ser interessante para feiras de ciência. Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Teoria do ensaio: A amora é rica em antocianinas que são ótimas indicadoras de pH. As Antocianinas são muito difundidas entre os vegetais, podemos experimentar: Jabuticaba, uva, pitanga roxa, morango, jambolão, ameixa, cebola roxa, cereja, berinjela, acerola, etc. Também, flores de petúnia, flamboyant, pata de vaca, ipê roxo, azaleia e muitas outras. Além, do clássico repolho roxo! Futuramente vou fazer uma postagem sobre o indicador de repolho roxo mostrando como fazer um conjunto de soluções com as cores para diversos valores de pH. Procedimento: A extração da Antocianina não é crítica. Basta macerar algumas amoras com um pouco de água e filtrar. No ensaio, usei 10 gramas de amoras em 50 mL de água. As cores são o resultado de uma gota do indicador por mL da solução testada. Em pH ácido a cor tende para o vermelho e e

#182 - Câmara de Ionização Analógica

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  O objetivo desta postagem é mostrar o projeto de uma câmara de ionização analógica que permite detectar radiações Beta, Gama, Raios X e possivelmente Múons. Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Projeto: Este projeto é uma variante do modelo digital amplamente descrito neste blog. Ele usa o mesmo hardware, porém o voltímetro digital foi substituído por uma indicação analógica.  Usei duas latas soldadas, uma faz parte da câmara de ionização e a metade de outra lata contém a eletrônica. Dessa forma, temos duas blindagens eletrostáticas independentes. A câmara de ionização é fechada com folha de alumínio comum. A grande vantagem desta câmara é que trabalha com baixa tensão (12V) à pressão atmosférica e sem gases especiais, apenas o ar atmosférico.   Perceba que existe um fio de cobre estanhado nú e isolado com teflon montado no centro da câmara. Ele é responsável por coletar as cargas produzidas pela radiação que adentra a câmara e ioniza ar. Eletrônica: O responsável pela alta sensi

#181 - Radioatividade da Brita de Granito #1

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O objetivo desta postagem é mostrar o ensaio para detectar radioatividade na brita de granito (1,7kg). Escrito e desenvolvido por Léo Corradini   Quem acompanha este blog já viu vários ensaios da radioatividade do granito, desta vez, testei a brita de granito. Usei a válvula Geiger-Müller modelo SBM-20 que foi colocada no centro de 1,7kg de brita de granito comum. Para proteger a válvula usei um tubo de plástico vazado que permite a passagem do radônio gerado pelo urânio presente nessa rocha. Procedimento: Foram seis ensaios, quatro da radiação de fundo e dois da brita de granito. Os ensaios da radiação de fundo foram conduzidos com a válvula Geiger-Müller montada em pé dentro de uma garrafa PET para manter a válvula na mesma posição e reduzir a interferência pelo Radônio da atmosfera. Usei o contador Geiger para níveis baixos de radiação (1) . Ensaio da radiação de fundo: Ensaio da radiação da brita de granito: Resultados: Conclusões: Os resultados demonstraram que a brita é radioati

#180 - mini-Lab para Transistores de Germânio

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O objetivo desta postagem é mostrar o projeto de um mini-Lab para testar transistores de germânio. Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Os transistores de germânio têm elevadas fugas em suas junções que enganam os testadores de Beta embutidos em multímetros. Então, decidi montar um dispositivo baseado no testador vintage Model IT-18 da lendária Heathkit (1) . O circuito é extremamente simples que torna ele bastante confiável. Minha ideia inicial era usar chaves rotativas semelhantes ao do projeto original, mas devido a dificuldade em conseguir tais componentes decidi utilizar um pedaço de protoboard que permitiu fazer todos os chaveamentos necessários e abrir a possibilidade de montar testes adicionais como, por exemplo, um oscilador com o transistor. A grande desvantagem dessa abordagem é a necessidade de prestar muita atenção na hora de fazer a fiação sobre a protoboard. Esse dispositivo permite testar as fugas ICEO, ICBO e o Beta de transistores de germânio PNP e NPN. Podemos us

#179 - Raios X com bulbo de lâmpada

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  O objetivo desta postagem é mostrar como obter Raios X usando o bulbo de uma lâmpada incandescente.   Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Os Raios X são produzidos quando elétrons em alta velocidade são desacelerados ao atingir átomos. São basicamente duas formas de produção, por frenagem ao atingir a eletrosfera (bremsstrahlung) e ao colidir com um elétron das camadas da eletrosfera gerando raios X característicos.  Para acelerar o elétron necessitamos de um campo elétrico relativamente forte que é produzido por alta tensão, tipicamente acima de 20kV. Também é preciso que o elétron possa se mover livremente. Para tanto, é necessário um vácuo muito bom de forma que o elétron possa acelerar sem esbarrar em nenhuma molécula ou átomo de gás. Se isso acontecer, ele depositara sua energia pelo caminho gerando luz ao invés de Raios X. Procedimento: Neste ensaio, usei o bulbo de uma lâmpada de pequena potência (15W). Ele possui um vácuo suficientemente bom para esse propósito. Geralme

#178 - Vitamina C na Toranja

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  Ensaio da quantidade de vitamina C na toranja.   Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Teoria do ensaio: A propriedade redutora da Vitamina C permite quantificá-la de forma relativamente simples. Podemos titular a Vitamina C usando a boa e velha iodimetria, ou seja, usando uma solução de iodo com a concentração conhecida.  A Vitamina C (Ácido Ascórbico) reage com o Iodo produzindo Ácido Dehidroascórbico e íons iodeto incolores. Sabemos que um íon de Vitamina C (Ácido Ascórbico) reduz dois átomos de Iodo, transformando-os em íons iodeto incolores. Assim, 1 mol de Ácido Ascórbico reage com 2 mols de átomos de Iodo e produzem 2 mols de íons iodeto e 1 mol de íons de Ácido Dehidroascórbico. Temos então que 176,13 gramas de Ácido Ascórbico reagem com 253,8 gramas de Iodo. Padrão de iodo: Fazer uma solução usando 25 mg de cristais de iodo e 1 g de iodeto de potássio dissolvidos em água destilada suficiente para 25 mL. Dissolver primeiro o iodeto em 10 mL de ág

#177 - Radioatividade da Moringa de Argila #1

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O objetivo desta postagem é mostrar o ensaio para detectar radioatividade dentro de uma moringa de argila com capacidade para 2 litros. Escrito e desenvolvido por Léo Corradini Como demonstrado no primeiro ensaio (1) a argila apresenta uma pequena radioatividade. Neste ensaio, medi a radioatividade interna de uma moringa com 1380 gramas de argila cozida.  Desta vez, não foi necessário isolar a válvula SBM-20 porque ela ficou aproximadamente no centro da peça e a argila cozida é pouco condutora de eletricidade. Procedimento: Foram nove ensaios, sete da radiação de fundo e dois do interior da moringa. Os ensaios da radiação de fundo foram conduzidos com a válvula Geiger-Müller montada em pé dentro de uma garrafa PET para manter a válvula na mesma posição e reduzir a interferência pelo Radônio da atmosfera. Usei o contador Geiger para níveis baixos de radiação (2) . Ensaio da radiação de fundo: Ensaio da radiação da moringa: Resultados: Conclusões: Este ensaio, sem dúvida, foi muito inte